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Cadê o emprego, Temer?

Cadê o emprego, Temer?Publicada - 28/12/2017

O Ministério do Trabalho divulgou na quarta-feira (27/12), os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e o resultado foi que a nova legislação trabalhista, tão propagada pelo (des)governo Temer e pelo empresariado, capitaneado pela Fiesp – Federação das Indústrias de São Paulo, não surtiu o efeito desejado: Foram exatos 12.292 postos a menos de trabalho no mês de novembro/2017.

Esse resultado somente não foi pior tendo em vista que o setor do comércio - em virtude do natal, contratou mais do que demitiu. Mas o que nos preocupa é que a agricultura, a indústria de transformação e a construção civil foram as campeãs no quesito demissão, em especial na região sul e sudeste, ou seja, onde se encontram os estados mais ricos do Brasil.

Infelizmente, esses dados divulgados pelo próprio governo, desmentem o que foi amplamente repetido na velha mídia: Que a reforma trabalhista iria gerar milhões de empregos. Uma falácia!


O próprio Banco Mundial, em estudos recentes, comprova que o que gera empregos são os investimentos, principalmente em infraestrutura, algo que não vimos até agora por parte deste fratricida governo.

A nova legislação trabalhista, aprovada pelo Congresso Nacional, simplesmente retirou direitos dos menos favorecidos e criou formas escravagistas de trabalho em pleno século XXI, dentre as quais o trabalho intermitente, cujo trabalhador que se submete a isso (ficar em casa aguardando o patrão chamá-lo para prestar serviços), ganha cerca menos de 1 quinto do salário mínimo nacional. Talvez isso explica os baixos índices de aprovação do ilegítimo Michel Temer e da sua base aliada no atual parlamento, ambos a serviço do mercado internacional, sem se importar minimamente com o ser humano.

Diante dos fatos, fica a nossa pergunta: Cadê os empregos, Temer?

*Paulo Rossi, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Seção Paraná, também é vice-presidente da Fenascon.