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Entregadores de aplicativos pedem apoio da população à greve nacional

Entregadores de aplicativos pedem apoio da população à greve nacionalPublicada - 30/06/2020

 

Sem direito à quarentena e sujeitos à informalidade, os entregadores de aplicativos organizam inédita paralisação nacional, marcada para 1º de julho de 2020. A onda de insatisfação é motivada pela queda de remuneração durante a pandemia, pouca ajuda no fornecimento de itens de higiene e bloqueios injustificados por aplicativos.

Os trabalhadores cobram a melhora nas condições de trabalho e a suspensão de bloqueios arbitrários realizados frequentemente pelas grandes empresas, como Rappi, Ifood, Loggi e UberEats. Também integram a lista de reivindicações o pagamento de uma taxa mínima de R$ 2 por quilômetro percorrido, auxílios para lanche, oficina e borracharia. Medidas protetivas contra roubos e acidentes completam a relação de itens reclamados pela classe.

A pandemia do coronavírus elevou a demanda por transporte de entregas (delivery), sem que esse crescimento refletisse em maior renda aos motoristas. Motoboys e motofretistas contam com o apoio da população ao não fazer pedidos de entrega à domicílio, como já consagrado mesmo antes da epidemia do Covid-19. A queda nos pedidos é uma forma de expressar a solidariedade do público à causa dos entregadores por condições decentes de trabalho.

Recentemente, a Rede de Estudos e Monitoramento da Reforma Trabalhista (Remir Trabalho) da Unicamp identificou que a pandemia coronavírus piorou a condição de trabalho desses profissionais, que têm a saúde constantemente exposta para a executar a função que exercem. O aumento da demanda do serviço de entregas obrigou os motoboys a trabalhar mais, que, além dos custos operacionais com o equipamento que pilotam, ainda têm de arcar com os custos com os materiais de prevenção à Covid-19.

“APOIE O BREGUE DOS APPS”

Nas redes sociais, os entregadores utilizam a hashtag #ApoieoBrequedosApps para orientar a população sobre como ajudar o movimento a superar as precárias condições de trabalho.

Os motoboys pedem aos consumidores que não peçam comida pelos aplicativos, que avaliem os apps negativamente e ajudem na divulgação dos atos do movimento.

A mobilização ganha força no Brasil e conquista adeptos em capitais de países da América Latina. Reunidos em grupos de WhatsApp, os trabalhadores compartilham depoimentos de entregadores que devem aderir ao movimento no Brasil, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.

Fortalecendo entidades como a Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil, a greve agrega sindicatos de mensageiros motociclistas, ciclistas e mototaxistas, além dos trabalhadores do regime CLT e autônomos, em gesto de união aos informais da entrega.

Entidades de classe, sindicatos e centrais sindicais, como a União Geral dos Trabalhadores (UGT), apoiam a luta dos entregadores por avanços sociais e são solidários à greve da categoria.

 

Norton Jubelli
Presidente UGTRS